A EcoDomeHomes e a Memorable Green orgulham-se de anunciar que o Professor Miguel Oliveira, Professor Adjunto e Diretor do Laboratorio de Materiais de Construcao da Universidade do Algarve, integrou o nosso Conselho Consultivo. A sua nomeacao chega numa fase em que avancamos com o pipeline de construcao europeu e caminhamos para as nossas primeiras estruturas nos Estados Unidos, em New Hampshire, trazendo trinta anos de ciencia aplicada de materiais para a equipa que desenvolveu o protocolo M45.

Professor Miguel Oliveira, Universidade do Algarve

Prof. Miguel Oliveira

Conselho Consultivo, EcoDomeHomes

Professor Adjunto, Universidade do Algarve · Diretor, Laboratorio de Materiais de Construcao (desde 2004) · Doutoramento em Engenharia Civil, Universidade de Coimbra · 40+ publicacoes arbitradas · Docente desde 1993

Tres Decadas na Vanguarda da Ciencia do Betao

A Universidade do Algarve e o lar academico do Professor Oliveira desde 1993, e ha mais de vinte anos que dirige o Laboratorio de Materiais de Construcao da universidade. Nessa funcao, lidera um dos ambientes de investigacao aplicada mais ativos de Portugal, dedicado a compreender como os materiais de construcao se comportam ao longo do tempo, sob carga estrutural e face a degradacao ambiental acumulada.

As suas credenciais assentam num trabalho cientifico rigoroso: um doutoramento em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra, concluido com distincao em 2012, e um registo de publicacoes com mais de 40 artigos sujeitos a revisao por pares. Esses artigos abrangem tecnologia do betao, materiais de construcao sustentaveis, agregados reciclados, sistemas de isolamento termico e compositos de polimero reforcado com fibra. Este corpo de trabalho coloca-o na intersecao da ciencia fundamental dos materiais e as exigencias praticas urgentes de um setor da construcao que aguarda ha muito uma reforma estrutural.

Na sala de aula e no laboratorio, avalia anualmente novas iniciativas, tecnologias emergentes e propostas de investigacao aplicada. Atraves da posicao da Universidade do Algarve no ecossistema do CRIA, a distancia entre a investigacao academica e as startups reais de construcao e invulgarmente curta no seu ambiente profissional. Desenvolveu um sentido apurado para distinguir as ideias genuinamente inovadoras das que sao versoes reformuladas de abordagens ja tentadas.

O Argumento que Defende Ha Decadas

O nucleo da posicao de investigacao do Professor Oliveira ao longo da carreira e simultaneamente simples e consequente: a abordagem dominante a construcao em betao armado nao e sustentavel, e a razao principal e uma escolha de materiais que pode ser alterada.

O betao armado convencional falha por um mecanismo previsivel. O varao de aco embutido numa estrutura comeca a oxidar assim que a humidade o atinge. A medida que corroi, expande-se, gerando pressao interna que fratura o betao envolvente. Um edificio projetado para cinquenta anos pode comecar a mostrar sinais desta falha em trinta. A infraestrutura construida para durar duas geracoes requer intervencao estrutural de maior envergadura antes de uma ter passado. O custo financeiro e ambiental de reconstruir o que deveria ainda estar de pe e uma das contribuicoes menos discutidas do setor para as emissoes globais de carbono.

O Professor Oliveira levou este argumento a audiencias internacionais. No congresso CIAR em Madrid, reunindo engenheiros e investigadores de toda a comunidade de construcao iberica e latino-americana, apresentou trabalho detalhado sobre como a composicao dos materiais do betao determina o seu comportamento termico e estrutural a longo prazo, e quais as consequencias das escolhas de materiais atuais quando medidas ao longo de todo o ciclo de vida de um edificio. A mensagem, transmitida ao longo de decadas em dezenas de publicacoes e conferencias, tem sido consistente: o teto de vida util da construcao em betao nao e uma lei da natureza. E uma consequencia dos sistemas de armadura que escolhemos, e pode ser redesenhado.

Onde o Protocolo M45 Muda a Equacao

E aqui que o protocolo M45 se torna diretamente relevante para o trabalho do Professor Oliveira, e porque o seu interesse na EcoDomeHomes nao foi uma mera cortesia.

O uso com patente pendente do Polimero Reforcado com Fibra de Basalto (BFRP) pelo protocolo M45 como armadura estrutural primaria nas nossas cupulas de betao pneumatico e uma resposta direta ao mecanismo de falha que define o teto de vida util da construcao armada convencional. O BFRP nao e uma melhoria incremental sobre o varao de aco. E uma classe de material estrutural fundamentalmente diferente. Ao contrario do aco, o BFRP nao corroi. E quimicamente inerte no ambiente alcalino do betao, imune ao ciclo de oxidacao que degrada as estruturas armadas convencionais ao longo do tempo.

A consequencia estrutural nao e incremental. Os edificios armados com BFRP em vez de aco nao sao limitados pela vida util condicionada pela corrosao que condiciona a construcao convencional. As cupulas pneumaticas do protocolo M45 sao projetadas para uma expectativa de durabilidade fundamentalmente diferente: estruturas concebidas para atingir vidas uteis medidas em seculos. Onde um edificio convencional de betao armado e amortizado num ciclo de cinquenta a setenta e cinco anos antes de exigir intervencao estrutural de maior envergadura, uma estrutura M45 e construida uma vez, mantida de forma ligeira, e projetada para durar seculos.

Para um cientista que passou a carreira a mapear os mecanismos de falha do betao, as especificacoes M45 nao foram uma novidade quando as encontrou no ecossistema do CRIA. Foram uma confirmacao. Tinha seguido a mesma ciencia dos materiais ate as mesmas conclusoes, desde a direcao da investigacao, ao longo das mesmas decadas em que desenvolvemos o protocolo M45 a partir da direcao da engenharia. Quando os dois corpos de trabalho se encontraram em conversa, o terreno comum foi imediato.

"O que me impressionou foi que o Miguel nao precisou que lhe explicassemos porque e que o BFRP muda a equacao da vida util. Ele ja sabia, porque tinha estado a investigar exatamente essa questao durante vinte anos. Quando alguem com esse historial diz que a ciencia esta certa, isso significa mais do que qualquer aceitacao num acelerador ou endosso de um investidor. Significa que os alicerces sao solidos."
Christopher Garner, Fundador, EcoDomeHomes

Uma Parceria Enraizada na Ciencia Partilhada

A relacao entre o Professor Oliveira e a EcoDomeHomes nao comecou com uma apresentacao formal. A Memorable Green e membro residente do CRIA, a Divisao de Empreendedorismo e Transferencia de Tecnologia da Universidade do Algarve, alojada no campus de Gambelas em Faro. O CRIA coloca investigadores academicos e empreendedores do mundo real em contacto proximo e deliberado. Nesse ambiente, o Professor Oliveira encontra regularmente novas iniciativas. Quando o protocolo M45 chegou a sua atencao dentro deste ecossistema, destacou-se: nao como uma novidade em busca de cobertura academica, mas como um programa tecnico cujos fundamentos reconheceu do seu proprio trabalho.

A sua decisao de aceitar o nosso convite para integrar o Conselho Consultivo reflete esse reconhecimento. E uma escolha deliberada de um dos cientistas de materiais de construcao mais credenciados de Portugal para associar a sua especializacao a uma empresa em que acredita estar a construir da forma certa, com os materiais certos, em direcao aos resultados estruturais certos.

O Que Isto Significa

O Professor Oliveira integra a EcoDomeHomes na fase mais consequente do nosso desenvolvimento. Os projetos europeus estao a avancar. A operacao nos EUA esta aberta, ancorada pela primeira carta de intencoes assinada para estruturas em New Hampshire. O protocolo M45 esta em envolvimento ativo com reguladores, arquitetos e promotores em dois continentes. Em cada um desses pontos de contacto, ter um cientista de materiais credenciado com mais de tres decadas de investigacao em betao e BFRP para rever especificacoes, validar afirmacoes tecnicas e interagir com partes interessadas institucionais nao e uma vantagem. E um requisito.

A sua orientacao ira moldar a forma como comunicamos o caso de durabilidade e sustentabilidade das estruturas M45 aos publicos profissionais e regulatorios que mais precisam de o compreender com precisao. O seu estatuto academico apoia o nosso envolvimento com a comunidade europeia de investigacao e normalizacao em torno dos materiais de construcao de proxima geracao. E a sua presenca no nosso Conselho Consultivo sinaliza, em termos que o setor da construcao compreende claramente, que a ciencia por detras da EcoDomeHomes foi examinada de forma independente por uma das pessoas mais qualificadas para o fazer.

A sua especializacao nao e uma credencial que penduramos na parede. E estrutural.